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Além da Notícia
Célio Oliveira


06/07/2005 13:14
TELEVISÃO
Jornalismo diferente no SBT

Ana Paula Padrão está com sua estréia marcada no SBT para o mês que vem. Toda vez que um jornalista famoso sai da Globo a expectativa de seu aparecimento em outro emissora é grande, tanto por parte da mídia quanto dos telespectadores.


Em entrevista à Agência Folha no último fim de semana, Ana Paula Padrão falou sobre a sua saída da emissora de Roberto Marinho, de sua ida para o SBT, de valores salariais (embora não tenha revelado quanto vai ganhar) e do formato do telejornal que irá apresentar.

Ana Paula afirmou que o novo telejornal do SBT será um formato jornalístico totalmente diferente de tudo que já se viu hoje. Que não será inclinado ao jornalismo mundo-cão, mas que também não será completamente elitizado.

Olha, não consigo vislumbrar em que sentido possa surgir um novo formato de telejornalismo na televisão brasileira. Quando a Record levou Boris Casoy para ser âncora de seu principal telejornal se falou a mesma coisa. Assim também aconteceu com a Band quando levou Carlos Nascimento para as suas hostes. No entanto, nada de novo se viu. Tanto é que a audiência desses programas não conseguiu ameaçar a Globo.

Creio que não se pode fugir do modo atual de se fazer jornalismo enquanto os jornalistas continuarem na condição de trabalhador, ou empregado, e os veículos de comunicação sendo os meios de produção, tendo como seus proprietários empresários comprometidos com o capital e com o statuos quo.

Então, a ex-apresentadora global não faz mais do que a sua obrigação: chamar a atenção do Brasil para a sua estréia em um novo canal. Se vai trazer algo de novo na questão da abordagem dos fatos é esperar para ver.

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16/02/2005 12:57
TELEVISÃO
Quem informa mais e melhor?

Por Célio Oliveira

Olá, depois de um longo período longe do blog, volto a atualizá-lo novamente. E hoje vou abordar os fatores quantitativos e qualitativos das informações que os telejornais das emissoras comerciais cabeças-de-rede estão mandando ao ar nestes últimos anos.

A TV Globo é uma emissora que se destaca das demais por manter um padrão chamado global. Tanto na parte da produção quanto no jornalismo, esse tratamento tem sido uma constante. Essa competência tem dado à TV Globo a liderança da audiência em todo o território nacional.

Apesar de ainda manter o ‘ibope’ em sua programação, venho notando alguns deslizes na parte jornalística da empresa dos Marinhos. Se vocês também observaram, os telejornais, principalmente o Jornal Nacional, deixaram de produzir matérias investigativas. Não sei se o assassinato do repórter Tim Lopes contribuiu para essa decisão ou não.

Observo ainda que o departamento de Jornalismo da emissora vem selecionando as principais notícias e deixando de lado outras, que na minha opinião também são importantes. Não sei quais critérios são usados para determinar se essa ou aquela informação é mais importante, etc e tal.

Porém, sei que as matérias vindas dos correspondentes internacionais são prioridades, uma vez que um fato noticiado in loco por um repórter exclusivo dá mais credibilidade à informação. Esse é um diferencial da empresa frente à concorrência.

No entanto, quando age dessa maneira, a Globo, embora preze pela qualidade em detrimento da quantidade, tende a perder a fidelidade do telespectador em seus informativos. É exatamente nessa lacuna que as outras emissoras estão ganhando terreno, como é o caso da Record.

Tenho feito a comparação dos telejornais da Globo, da Record e da Band, canais que investem no jornalismo. E minhas conclusões não são das melhores. Apesar da qualidade técnica e de conteúdo do telejornalismo global, ao assistir aos programas noticiosos da Globo fico sempre com a sensação de que me faltou uma informação a mais; sinto estar mal informado do que acontece no Brasil e no mundo.

Já nos telejornais das outras emissoras, verifico a veiculação de muitas notícias, matérias e informações que não foram divulgadas na Globo. Isto é, sinto-me muito mais informado com a quantidade de informações que vejo nas outras TVs. E aí que vem a pergunta: um telejornal é melhor quanto tem quantidade ou qualidade? Alguém me responda.

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13/10/2004 12:03
MÍDIA IMPRESSA

Santo de casa

Por Célio Oliveira

Os jornais impressos regionais - aqueles que circulam apenas na cidade e Estado de origem - publicam em suas páginas quase 80% de matérias oriundas das agências de notícias nacionais e internacionais. Isso acontece devido a vários fatores.

Um deles diz respeito ao corpo redacional, onde se contrata o mínimo possível de profissionais em virtude de não inchar a folha de pagamento. Uma questão econômica para os donos desses jornais.

Da mesma maneira se dava a contratação de articulistas. Os proprietários preferiam investir em colunistas de renome nacional para incrementar as páginas dos veículos. Mas, como se sabe, isso acarreta ônus.

Contudo, de uns tempos para cá, essa realidade mudou. Os jornais abriram espaços preciosos e em páginas estratégicas para profissionais da terra. Hoje é possível ler artigos bem redigidos sobre assuntos interessantes, produzidos por nossos colegas de redação.

Sinceramente, fico feliz quando abro as páginas de um jornal local e lá vejo (e leio) um determinado artigo assinado por um profissional do quadro de colaboradores do próprio jornal. E não são poucos os jornalistas locais que deixaram de apenas registrar uma informação em forma de notícia para emitir a sua própria opinião em forma de artigo. E no jornal no qual trabalha!

Nesse aspecto, vejo que estes veículos impressos deram um passo adiante na busca pelo profissionalismo. E pela valorização da mão-de-obra local. Sinal de que santo de casa faz milagre, sim!

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10/09/2004 11:03
INTERNET

Mudança de estratégia


Por Célio Oliveira

O iG, o provedor de internet criado para oferecer acesso gratuito à rede mundial de computadores, está em fase de mudanças. Ontem mesmo, ao acessar o site percebi que a logomarca fora trocada e em vez de Internet Grátis li, na mesma logo, Internet Generation. Assim de supetão ficou difícil de saber o que estaria acontecendo, mas deu para perceber que o iG estava mudando.


Nova logomarca do iG

Hoje, no entanto, para confirmar a minha percepção, o Portal Imprensa está publicando esta informação aí embaixo:

"Sai Internet Grátis, entra Internet Generation

Nesta quinta-feira o iG se transforma radicalmente: muda sua logomarca e seu modelo de negócio. Será apresentada nesta semana a nova logomarca que dá outro significado às iniciais: de Internet Grátis passa para Internet Generation. De acordo com nota da coluna Radar, de Veja, a mudança ocorrerá aos poucos, pois 85% dos usuários do provedor não pagam nada e o objetivo é manter a fidelidade e atingir as metas."

Vamos aguardar as novidades e saber se o famoso mascote do provedor, aquele cachorrinho peludo, também será jogado para escanteio.

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26/08/2004 13:29

Os donos da expressão

Por Célio Oliveira

Depois de uma celeuma infernal, o assunto sobre a proposta de criação do Conselho Federal de Jornalismo (CFJ) parece ter desaparecido das rodas de discussões. Mas uma coisa é certa: o fato reafirmou o poder de persuasão da grande imprensa, desvendou o verdadeiro caráter de certas figuras notáveis do país e demonstrou que grande parcela do brasileiro é mesmo desinformada.

Nos fóruns de debates sobre o assunto ficou patente a falta de conhecimento e informação das pessoas que se sentiram estimuladas a opinar. Como bem disse o pessoal do site imprensamarrom.com.br, essa gente nem sequer leu o conteúdo do projeto do CFJ, que foi elaborado durante três Congressos da categoria. Ou seja, as opiniões, tanto manifestadas em forma de textos ou expressas nas enquetes virtuais, foram exatamente a reprodução fiel da matéria principal (eu chamo de editorial) da revista Veja.

Causou perplexidade entre nós, jornalistas, e profissionais de outras categorias o posicionamento de certas personalidades de nossa sociedade. Formadoras de opinião e intelectuais de grande notoriedade, essas pessoas mostraram também o seu desconhecimento a respeito do tema. Se leram, fizeram questão de deturpar o verdadeiro objetivo do Conselho. Se não leram, deveriam ter lido, assim, pelo menos não falariam tantas asneiras. Meus senhores, vocês estão a serviço de quem? Do patronato? Da sociedade é que não estão.

Em determinado momento, cheguei a pensar: “Pôxa, parece que a Fenaj não está ligando nem um pouco para isso!”. Não, eu estava errado. Apesar de sermos repórteres, editores e chefes nos veículos de comunicação, talvez sejamos a categoria que menos se utiliza desses meios para fazer chegar à sociedade os nossos anseios e reivindicações. O posicionamento da Fenaj só foi conhecido porque no veículo e-mail quem manda é o próprio dono, e não o nosso patrão.

Então, quem quer a censura e quem faz a censura? Somos nós, os jornalistas? A atitude dos proprietários de jornal, rádio ou televisão, que se vangloriam de terem sido vítimas principais da censura implantada pelo regime militar, é um paradoxo. São contra a censura militar, mas censuram textos e reportagens que vão de encontro aos seus interesses econômicos, mesmo que a notícia seja de suma importância para toda uma sociedade. Foram eles também que se insurgiram contra o movimento das rádios livres no país, pois, naquele momento, lá pelos anos 80, argumentavam que essas emissoras clandestinas interferiam nas suas transmissões legais e seriam uma ameaça aos seus lucros.

Ora, não queiram ser os donos do jornalismo brasileiro nem os paladinos da liberdade de expressão, como bem disse Mino Carta! O jornalismo não é de vocês, não é nosso, é de quem gosta de praticá-lo, mas praticá-lo de forma ética e com responsabilidade. É também da sociedade, que tem o direito de receber informações de qualidade. Agora, falem a verdade: em que ponto o Conselho Federal de Jornalismo lhes incomoda?

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17/08/2004 12:31

O bicho-papão dos empresários da comunicação

Por Célio Oliveira

A matéria de capa da revista Veja desta semana (18.08), que tem como título “A tentação autoritária – As investidas do governo do PT para vigiar e controlar a imprensa, a televisão e a cultura”, critica as últimas três ações do governo Lula sobre a criação da agência nacional de cinema e audiovisual, do Conselho Federal de Jornalismo e a proposta de execução da famigerada Lei da Mordaça.

O texto de autoria de Malu Gaspar não se caracteriza como reportagem jornalística propriamente dita, mas se configura como uma espécie de editorial da revista, como uma resposta e uma indignação dos donos da editora Abril à criação do Conselho Federal de Jornalismo. Desde o início ao final, o texto vem pontuando críticas e enfatizando que existe, por parte do governo, uma intenção de se restabelecer a volta da censura e o cerceamento à liberdade de expressão, induzindo e persuadindo o leitor a acreditar que tal iniciativa é um perigo para a democracia brasileira, além de deturpar o assunto.

A matéria é um verdadeiro editorial e a repórter, que se prestou ao papel de defender as idéias de seu patrão, não respeitou um dos princípios básicos do jornalismo que é ouvir as partes envolvidas. Leia a ‘reportagem’ de Malu Gaspar e me aponte uma fonte que ela entrevistou e que represente o outro lado, ou seja, a dos jornalistas de fato e de direito. Exceto uma citação do presidente do PT, José Genuíno, que sai em defesa dos servidores públicos, que estariam proibidos de se pronunciar à imprensa em casos que envolvessem o poder executivo. Faz uma citação de um certo ministro do governo, cujo nome a autora do editorial não explicita. Quem é este ministro? Por que seu nome não foi revelado? São 33 pessoas defendendo a idéia de que o CFJ será um instrumento de censura. E nenhuma opinião contrária. Entendo que, neste contexto e no aspecto como foi composto, o assunto não mereceria manchete principal da revista. Mas o interesse maior do patronato prevaleceu. Seria ‘legislar’ em causa própria?

É assim, desse jeito, que os grandes e poderosos veículos de comunicação do país, que divulgam matérias jornalísticas, tratam a informação quando esta lhes estremece os alicerces e põe em risco o seu poder de transformar alguém em celebridade ou o de jogar outrem na lata do lixo, na lama, no limbo. Como bem disse Ricardo Kotscho, citado no editorial de Gaspar: “Os grandes meios de comunicação fazem um terrorismo psicológico porque não querem perder o monopólio da palavra”. Lá, no editorial da Veja, esta citação foi usada para incrementar a persuasão do texto. Aqui, neste artigo, serve para enfatizar a real intenção dos grandes conglomerados da comunicação.

E mais. Esses veículos poderosos são contra o diploma de jornalista, o exercício legal da profissão e a criação do Conselho Federal de Jornalismo porque querem que a categoria lhes fique submissa. Que se sinta amorfa para não se organizar, crescer e, unida, reivindicar melhores condições de trabalho e remuneração justa. Que se curve diante do que os seus proprietários mandam escrever o que é de seus interesses, que delete aquela reportagem investigativa e comprometedora, cujos personagens são donos de empresas que fazem publicidade em seus respectivos veículos ou são membros do governo, que lhes garante polpudas verbas publicitárias em troca de matérias que falem bem da administração, e que se subjugue a receber um salário miserável todo mês.

A verdadeira censura não está na criação do CFJ e sim nos interesses escusos dos donos de veículos de comunicação. E isso, todo jornalista que já redigiu uma matéria que poderia ser um furo e manchete principal, conhece muito bem. Quem de nós já não teve uma bela matéria censurada pelo dono do jornal, por meio de jornalistas (este sim, ganham muito bem) que estão em cargos de chefia?

Afirmar que o CFJ irá promover uma onda de censura e cerceamento à liberdade de expressão é uma balela. Uma brincadeira de mau gosto para com a sociedade. É induzir o leitor e a população a acreditarem numa inverdade. Foi preciso a autora do editorial da revista Veja fazer uma junção de fatos para fazer crer que o seu conteúdo é uma veracidade, aproveitando a insatisfação do governo Lula para com a imprensa, que vem denunciando práticas ilícitas no governo do PT (quanto a isso sou favorável), para desqualificar a criação de um órgão que tem por finalidade principal regulamentar a profissão de jornalista no país. Esta campanha dos veículos de comunicação, além de defender a visão capitalista de seus proprietários, visa também denegrir a imagem das entidades que nos representam e, sobretudo, dividir ainda mais a nossa categoria. Por que eles têm tanto medo do CFJ?

O Conselho Federal de Jornalismo, longe de ser o que se vem propagandeando na mídia, teria funções semelhantes aos Conselhos de outras categorias. A partir dele, um bom profissional, que dedicou boa parte de sua vida no banco de uma faculdade, estudando noite e dia, investindo pesado para no futuro ser recompensado não só pelo excelente salário, mas também pela satisfação de exercer bem a sua profissão, não seja substituído por um técnico de nível médio que se sujeita a uma baixa remuneração e aos interesses do patrão. É isso que se quer evitar. Com o CFJ, queremos garantir uma informação de qualidade, a qual a sociedade tem o pleno direito e acesso, a moralização do exercício profissional, a prática constante da ética – embora individual (profissional mal remunerado está sujeito a receber propina) – e assegurar, com isso, o avanço na concretização da democracia em nosso país.

Os proprietários de veículos de comunicação estão organizados em entidades que os representam, como, por exemplo, a Associação Nacional de Jornais (ANJ), entre outras do meio eletrônico. E por que não podemos formar as nossas entidades representativas? A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e os sindicatos estaduais têm o papel de lutar pelos direitos e benefícios da categoria. O Conselho Federal de Jornalismo, pela regulamentação legal da profissão. Só isso. Sem esse papo de censura e fim da liberdade de expressão! O direito à informação está garantido a todos. Os colunistas e articulistas continuarão escrevendo normalmente em seus espaços. A sociedade continuará tendo acesso à informação, podendo redigir suas opiniões e publicando nos jornais sem qualquer cerceamento. A não ser da parte do editor, chefe ou dono do veículo. Aos jornalistas, caberia a missão de captar a informação e trabalhá-la em forma de notícia, seguindo os princípios básicos da ética e da democracia, pondo as opiniões das partes envolvidas em igual teor a fim de não cometer injustiça com A ou B. Os empresários da comunicação brasileira estão fazendo uma grande tempestade em um copo d’água. Mas, por quê?


Célio Oliveira é jornalista e diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Amazonas (SJPAM).

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11/08/2004 12:15
Notícia da quarta
Marta na dianteira em São Paulo
Pesquisa do Datafolha/Band, realizada nos dias 24 e 25 de junho, mostra que a prefeita Marta Suplicy (PT) ultrapassou o candidato tucano José Serra (PSDB) nas intenções de voto na corrida da sucessão municipal. Agora, Marta tem 30%, Serra 25% e Maluf 19%. Em quarto lugar está Luiza Erundina (PSB) com 7%, seguida de Francisco Rossi (PHS) e Paulinho da Força Sindical (PDT) com 2% cada. Será que apesar da administração regular que Marta vem fazendo na capital paulista a população vai reconduzi-la na tentativa de dar-lhe mais uma chance?

Corrupção no Amazonas
A Operação Albatroz, desencadeada pela Polícia Federal, prendeu ontem, dia 10, 20 pessoas envolvidas em crimes de corrupção contra os cofres públicos do estado do Amazonas. Entre as figuras mais influentes estão o deputado estadual Antônio Cordeiro, o ex-secretário de Fazenda do Estado, Alfredo Paes, e o atual prefeito do município amazonense de Presidente Figueiredo, Romeiro Mendonça. A quadrilha roubou R$ 500 milhões por meio de licitações públicas fraudelentas. Cana neles!

Popularidade em alta
Finalmente o presidente Lula volta a respirar mais tranquilo. Pesquisa da CNT/Sensus aponta que a avaliação positiva do governo subiu nove pontos em julho e atingiu 38,2% este mês. A pesquisa também perguntou aos dois mil entrevistados em quem votariam se a eleiçãos para presidente fosse agora. Lula teria 34% das intenções de voto, Ciro Gomes e Garotinho viriam em seguida com 15,3% e 13,8% respectivamente. Parece que o marketing de que a economia está recuperando vem funcionando a contento.

Programa para brasileiro ver
Começa na próxima terça-feira, dia 17, a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Se o nível da programação das televisões comerciais de canal aberto já anda muito baixo, imagine agora com a inclusão de mais esse espetáculo eleitoral. Todos esperamos que os marqueteiros dos candidatos usem e abusem da criatividade para proporcionar programas que despertem a nossa atenção e nos prendam para que possamos realmente conhecer as propostas e viabilizem uma discussão dos assuntos pertinentes à melhoria das nossas cidades. E não aquela coisa chata que nos faz desligar o aparelho de TV e nos obriga a procurar o que fazer.

Emoções voltadas para Atenas
As Olimpíadas de Atenas começam oficialmente na sexta-feira, dia 13, com a solenidade de abertura, que promete ser um show dos mais bonitos de toda a história dos Jogos. Mas hoje, as equipes de futebol já deram o ponta inicial das competições. Até o fim do mês, muitas emoções vão tocar os corações de pelo menos quatro bilhões de pessoas em todo o planeta. Aqui no Brasil, como não podia ser diferente, todos nós aguardamos o tiro de largada, mas já estamos prontos para torcer pelos nossos craques. Sem futebol masculino, é claro!
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